quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Conspiradora Noite


CONSPIRADORA NOITE





Se a noite conspirasse
Contra os amantes
Eu seria um viajante
Exilado das paixões noturnas

Esbranquiçado por rancores
Embriagado por amores
E apaixonado pela
Conspiradora noite.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Minha Poesia


Minha Poesia

A minha poesia banal
Catalisa em versos esquálidos
A dor de uma ode dominical

A minha poesia é o meu lar
Onde tranco-me em grilhões
Onde corto-me os tendões
Pra jorrar meu palavreado popular

A minha poesia esquecida
Punge na memória a fadiga
O cansaço de quem lê.
O afago de quem sente
Pelos apaixonados seios
Minha poesia derrama
Dos verbos ditos por teus beijos
O suspiro de quem ama.

Perguntas (Soneto)

Esta postagen, assim como as duas anteriores são exemplos de como será meu próximo livro intitulado de "Agendas, Comandas e Guardanapos".... Daí sempre nas páginas serão gurdanapos, páginas de agenda e comandas de bar.... vai ser bem legal... (clique na imagem)

domingo, 28 de outubro de 2007

O Máximo do Mínimo


Esta poesia foi feita num pedaço de papel rasgado que encontrei no chão... Tava no meio de churrasco, e tinha uma menina tão linda lá... Aí eu tinha que fazer alguma coisa... Peguei o pepel no chão, arranjei uma caneta e fiz isso aí... No final não deu em nada. Ela me deu um fora, mas serviu pela inspiração poética.

sábado, 20 de outubro de 2007

PÓS EMBRIAGUEZ


Agora
Após o embriago
Posso te relatar
Toda a admiração que te tenho
Em lances de entusiasmo

Agora depois do sonho
Me encontro na realidade
E por que tanto me exponho?
Pra exprimir uma fatalidade!?!

Justamente agora
Quando me encontro tão down
Mas tão baixo que nem percebo a dor
Que me absorve do mal
Me mostrando o horror

Mas, tem que ser agora
Onde posso ver e me redimir
Onde posso chorar e me calar
Onde posso escrever e pensar

Onde torno a me embebedar
Para voltar a sofrer de vez
Agora, pós a embriaguez.

INOCENTE


INOCENTE


Esta chama incessante
Que queima-me a mente
Detona meu ser amante
Despedaçando-me completamente.

Não sei mais como agir
Estou vivendo um dilema
De a mim mesmo mentir
E te amar em versos de um poema

Oh! Minha flor
Não és culpada de tão insano
E louco ardor

Eu também me julgo inocente
Como responsável culpo o amor
Que me deixa torto e displicente
Queimando em uma chama de dor.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


Fransino Amedrontado

Saudade que vai e vem
Bate os pé que nem preá
Homi que num tem vintém
Num pode e deve se afoitar
Pra conquistar linda donzela
Que todo dia por ali espiava
Descendo a rua da manivela
Que era donde a donzela morava

Mas se pau d´arco bota fulô
Jabuti come de baixo
O miserento se afoitô
E desceu manivela abaixo
Foi enamorar a mocinha
Desfiando seu patriarca
Numa ligereza de ventuinha
Carregando nos braço uma arca

Defronte a casa de número 33
Abrindo cancela do portão miúdo
Bateu palma umas três vêiz
Saindo lá de dentro um cabra cisudo
De fala ruidosa e bigode grosso increspado
O danado com arca na mão tremendo calado
Com o cabra dizendo: o quê que era seu abestado
Ele respondendo: Nera nada não. E saiu de lá zilado

QUANDO MUITO


Quando muito se pensou em roubar
O dono da casa acordou

Quando muito se pensou em matar
O revólver bateu catolé

Quando muito se pensou em fugir
Cortaram-se as pernas

Quando muito se pensou em voar
Trancafiaram-me numa gaiola

A liberdade acabou

A rotina o consumiu
Aquele homem se casou.

GRAVIDADE


Desafiar a gravidade
É querer-te
Incerto como um próprio pensar
Irreal como todos os sonhos
Sucinto como um soluço
Escandaloso como um berro
Breve como um piscar
Longo como eu te beijar

Desafiar a gravidade
É subir
Não ver o fundo do abismo
Não ter você nos meus beijos
Não ir além dos meus sonhos

Enfim
Desafiar a gravidade
É ter medo de ousar,
De correr e cair
De sonhar, nem sorrir
E me abster em te amar.
Clique na imagem para ampliar


NEGROS

Dos negros vestidos ao amor
Olhos negros realçam
Dos vestidos negros

Vestidos justos
Juntos com o olhar
Da luz que…
Embora negra
Seduz
Meu ser enegrecido
Por teu raio
De negra luz.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


MEDO


Medo tenho
De te ver
Pois só ter ver
Não basta

Medo tenho
Em te tocar
Pois só tocar
Não basta

Medo tenho
Até em sonhar
Pois sonhos
Se realizam

Medo tenho
Em ser teu amigo
Pois amizade demais
Confunde-se

Medo tenho
Em viver…
Mas vivo
Embora com medo.

Uma indecisão da juventude...


TALVEZ

Talvez eu viva pra amar
Talvez eu ame pra viver
Talvez eu morra de amor
Talvez e morra por você

As vezes me pergunto
O que é certo ou errado
Mesmo sem resposta
Insisto em sonhar

Seria querer demais?
Seria amor de mesmo?
Ou uma paixão a mais?!?!
Sonhar com o que nunca temos!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Homenagem ao Dia do Poeta




Noite da Poesia

Nesta noite altiva apaixonada
Onde o declamado poético reluz
A lua escondidinha sem clarear nada
Assim mesmo enaltece a sua luz

Nesta noite de encontros adormecida
Ressuscitamos os reis escrivinhadores
Falando de desejos, preceitos e amores
A vontade de bradar à noite querida

Ah, noite tão devaneiosa, tão linda
Onde nos redemos, mudinhos, calados
Sonhamos, sentimos, sorrimos... noite infinda

Nestas ruas antigas, de boêmios embriagados
Sentimos a nossa missão, nossa meta
Ah, esta noite agraciada, noite do poeta.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Quem eu sou


As pessoas me pergutam quem eu sou. às vezes nem eu mesmo sei responder quem sou, mas tento descobrir, sabendo que é difícil.
Ja me intitularam de "lobo-boi-d´água trancedental". Também não sei o que quer dizer. Acho que sou uma mistura, um coquetel feito pelos sabores da cultura popular nordestina e pela poesia popular brasileira.
clique na imagem

Homenagem a Carlinhos Veloz, Grande Cantor e Compositor

A este camarada, cantador que já rodou por Imperatriz (cidade que morei também) e canta as belezas do Maranhão, presto esta homenagem ás suas músicas. Grande abraço Carlinhos.

Universalidade Veloz (soneto)

Salve o canto brejeiro apaixonado
A música encantada por um beijo à flor
Vazante da imensidão do ser calado
Buscando solene o prisma do amor

Na terra, brada o urro altivo gentil
À cidade de tela linda, bela, ilhada
Ao rio imperador de água corrente, ardil
Cantarola o maracá na passarada

E na areia rindo, o amor universal
Sereia... Filha de olhos estrelados
No claro da escuridão celestial


O amor, farol apontando luz no mar
Despede-se aos recifes angustiados
E em novembro novamente viajar

Semião Julio Neto (21/09/2007)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

21° POEMARÀ - Festival Maranhense de Poesia



Como nosso primeiro post aqui, vai a nossa participação no 21° POEMARÁ, ao qual tive minha poesia Identidade classificada para a Grande Final.


Segue abaixo para vocês poderem apeciar ou criticar....


IDENTIDADE

Minha identidade
Não tem numeração
Não tem data de nascimento
Nem a digital do dedão

Minha identidade
É calçada no chão
De terra dura e batida
Desde menino seguindo a lida
Nas ruas tortas do sertão

Minha identidade é brejeira
De sabença amatutada
Onde aos pés da ingazeira
Faço versos de poesia falada

Minha identidade é revoltada
Com a política dos tempos atuais
Desses poderes governamentais
Que não se dão o respeito
Mas tão sempre atrás da gente
Para conquistar o seu pleito

Minha identidade é arredia
De não se curvar pra qualquer um
Não voto mais em infeliz nenhum
Quem vem com estrambólicos dizeres
Pra satisfazer seu quereres

Mas minha identidade
Também é pura alegria
Por esta terra abençoada
Que por Gonçalves Dias
Foi há tempos declamada

Minha identidade é do litoral
Da baixada, dos cocais
Dos lençóis, parque nacional
Dunas, rios e coisas tais

Minha identidade
Tá na Chapada das Mesas
Nas paisagens do cerrado
E suas belas cachoeiras
Na passarada revoando
Na beira dos rios cantando

Minha identidade
É cantada no bumba-boi
Na matraca e no pandeirão
No tambor-de-crioula pra "imbigá"
E na saliênça do Cacuriá

Minha identidade é apaixonada
De dançar reggae no espaço
Acariciado em outros braços
Te tardinha vendo o sol se por
Beijando a vida na Ilha do Amor

Minha identidade
É de cidadão ludovicense
Nascido no interior
Humilde e respeitador
Ser um poeta maranhense