quarta-feira, 17 de outubro de 2007


MEDO


Medo tenho
De te ver
Pois só ter ver
Não basta

Medo tenho
Em te tocar
Pois só tocar
Não basta

Medo tenho
Até em sonhar
Pois sonhos
Se realizam

Medo tenho
Em ser teu amigo
Pois amizade demais
Confunde-se

Medo tenho
Em viver…
Mas vivo
Embora com medo.

2 comentários:

Deíla disse...

Sabe uma das coisas que eu mais gostei desta sua poesia? O fato de voce, um homem forte, bonito e bem sucedido, ter coragem de assumir publicamente os seus medos - que sao como os de todo mundo - mas poucos sao os individuos que tem a coragem, a ousadia e hombridade de revela-los.
Parabens!!!
Lembrou a poesia que eu mais gosto na vida: "Poema em linha reta", de Fernando Pessoa, poema com o qual eu me identifico completamente...
Vou colocar um trechinho que me toca profundamente:

"Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridiculo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senao príncipe - todos eles principes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguem a voz humana
Que confessasse nao um pecado, mas uma infamia;
Que contasse, nao uma violencia, mas uma cobardia!
Nao, sao todos o Ideal, se os oico e me falam.
Quem ha neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Oh principes, meus irmaos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde e que ha gente no mundo?

Entao sou so eu que e vil e erroneo nesta terra?"

Deíla

Natali Duarte disse...

A do rei!
Todos nós temos medos, e se tratando do amor é ainda mais angustiante.
Parabéns pelo blog.